quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

A trip to Mars (1918)


Himmelskibet / A trip to Mars (1918)  


Direção:

 

Roteiro:

 (roteiro) | baseado em romance de  /
Duração: 81 min



Por Wendell Borges 


Breve comentário: Ficção científica dinamarquesa dos primórdios do cinema, permaneceu perdida até que o Instituto de cinema dinamarquês encontrou uma cópia, restaurou-a e relançou-a em 2006. Trata-se de uma verdadeira obra-prima do cinema, com centenas de figurantes e belíssimos efeitos especiais. A trama gira em torno da viagem do destemido explorador Avanti Planetaros () ao planeta Marte. O filme tem grandes momentos, alguns logicamente ingênuos e fantasiosos para os padrões narrativos das ficções científicas contemporâneas, mas com as devidas licenças poéticas, constrói uma trama envolvente, romântica e que deixa uma bela mensagem de paz para humanidade ao seu final.

Sinopse: O destemido Avanti Planetaros tem um profundo desejo de explorar o espaço, juntamente com seu pai cientista e astrônomo, desenvolve uma nave e parte para Marte com uma tripulação de voluntários. Na terra, entretanto, um velho cientista não está nada satisfeito com a empreitada de Avanti e pragueja para que a viagem seja frustrante.


Curiosidade: A Dinamarca só voltaria a produzir outro longa de ficção científica em 1962, com o lançamento de Repticulus, produzido e dirigido por Poul Bang (1905-1967). Este filme foi relançado nos EUA pela American International Pictures sendo creditado ao diretor Sidney W. Pink. [Phil Hardy. The Overlook Film Encyclopedia: Science Fiction. New York: The Overlook Press, 1994, pp. 56-57]

Análise de algumas cenas do filme


Neste cena o esperto Avanti Planetaros apalpa os seios da ingênua marciana chamada Marya (Lilly Jacobsen) por quem ele se apaixona. Cena com alto teor erótico para a época.

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Na imagem acima vemos Corona (irmã de Avanti Planetaros interpretada por Zanny Petersen) e seu pai, preocupados com o futuro de Avanti Planetaros em Marte. O nome Corona é uma homenagem à constelação Corona de Borealis, uma constelação de estrelas que podem ser vistas a olho nu e que já haviam sido catalogadas por Ptolomeu no sécul II. Abaixo peguei uma foto representativa da constelação. Há uma outra cena curiosa no filme, onde o amado de Corona, que havia viajado com Avanti para Marte, comunica-se com ela pedindo aos marcianos que façam um desenho da constelação corona através de luzes que são observadas na tela pelo pai de Corona. Recortei o exato momento em que a cena acontece e coloquei no meu canal do Youtube para relembrar. A cena pode ser vista logo abaixo da imagem.


Vídeo [Cena citada no comentário acima]






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